24/07/2017

Não faço ideia de como tudo isso começou, até porque há três meses essa relação não passava de uma grande “brincadeira”. A verdade é que nunca tivemos o mesmo objetivo, eu mantive a sinceridade, no entanto não conseguia me sentir confortável quando estávamos juntos.

Era difícil, você era como um labirinto, onde as paredes mudavam de lugar constantemente.

E por favor, não tire conclusões precipitadas da minha inteireza. Percebo que com o passar dos anos me conheço melhor do que qualquer pessoa, logo, você me dar todo o direito de pensar o que quiser ao seu respeito.

As minhas amigas não acreditavam, quando eu insistia em continuar e eu nunca soube responder, mesmo tendo a plena certeza que nunca tivemos nada em comum, nem mesmo um detalhe se quer, nem gosto musical, nem na escolha dos filmes, nem os passeios de “gente velha”, não era assim que costumava chamar?

Se eu fiquei mal por tudo ter acabado antes mesmo de começar? Mas é claro que sim.

Às vezes é bom parecer forte, fingir que nada aconteceu funciona na maioria das vezes, mas eu conheço um método que dar mais certo do que qualquer mentira que eu queira contar – chorar, desabafar, gritar e depois lavar o rosto como se nada houvesse acontecido, não há nenhum problema. Ás vezes é melhor um rímel borrado do que um coração conflito.

Sempre tive a impressão que a cada conversa nós passávamos de uma terra plana para a beira de um abismo. Quando não conhecemos sobre determinado assunto não damos crédito a ele, ou seja, quando o assunto éramos “nós” você sempre tratava de forma insignificante.

Nunca pedi que colocasse uma aliança no meu dedo e me apresentasse pra sua família e amigos como namorada, nunca pedi que chegássemos de mãos dadas nos restaurantes, a única coisa que eu achei justo fazer era dar significado as coisas.

E quando as pessoas começassem a perguntar sobre “nós” diríamos “somos grandes amigos”, falaríamos a verdade, embora hoje consiga te ver com outros olhos nunca deixei de ser sua amiga, nunca quis que essa relação mudasse – namorar seria apenas uma conseqüência, não precisávamos rotular nada.

Não estou dizendo que seria assim pra sempre, no entanto saberíamos a hora certa de colocar tudo no lugar. Entretanto não foi assim que tudo aconteceu.

Você desistiu sem lutar, sem acreditar e agora acabou.

Eu estive certa o tempo inteiro. Mas calma, a moral da história chega somente no final. Sim, aprendi muito contigo, aprendi que a vida é muito curta pra viver em função das expectativas de outra pessoa. Atitude burra a minha. Até porque se for pra se relacionar sozinha é melhor ficar sozinha. E foi isso que eu escolhi fazer. E foi então que chegou ao fim. E foi. Foi libertador.

Gostaram desse texto? Deixe sua opinião e não se esqueça de ver meus outros artigos aqui! Um beijo 🙂

por May Mariano
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  • 17/04/2017

    Sentada no sofá ela comia um pedaço da pizza de anteontem, não havia disposição para a culinária. Ao tempo que seus pensamentos se formavam as indagações e questionamos sobressaíam. Quem poderia cuida-la? Quem poderia escutar suas crises existências e viver cada uma delas ao seu lado? Quem poderia olhar seu rosto e decorar cada pedacinho só para tentar matar a saudade na distância? Quem poderia passar noites em claro ao seu lado?

    menina-deitada

    Bela parecia estar desligada do mundo. Não que ela fosse assim desde de sempre, mas ultimamente precisara ler no mínimo 3 vezes o parágrafo daquele romance (e isso não é uma metáfora) pelo o simples fato de não conseguir se concentrar. As vezes seu coração batia forte demais e ele temia que alguém ouvisse também.

    Garota, entenda. Ele não vai mudar depois que conhecer seus talentos. Vai continuar com os encontros de sábado à noite sem você. E te ligar no outro dia dizendo que ficou sem bateria. Você só precisa acordar e entender que ele nunca ligou para sua inteligência espacial, ou pela a forma com que você argumenta na roda de amigos, muito menos por dominar o português. Se atente para o fato – ele não está interessado na matéria de metodologia que vocês pegaram juntos no último semestre. Acorda. Sinto dizer, mas eu já fui protagonista dessa mesma série, em uma versão diferente e com outros personagens, mas o roteiro era o mesmo. Uma garota, que faz planos sozinha, que manda mensagens sozinha, que vai ao shopping sozinha, que almoça sozinha e talvez até esteja namorando sozinha. Acorda, ele não quer sonhar com você.

    Mas calma, isso não vai acontecer somente na primeira temporada, um dia desses você vai conhecer alguém no metrô, talvez na faculdade, você vai se apaixonar (de novo), talvez seja por algumas eternidades, talvez ele nem te note, vocês terão muito em comum, talvez você nem curta muito as habilidades dele com matemática, mas por fim, esses encontros vão continuar acontecendo. Até que você se ver uma mulher madura e esses encontros e desencontros não te incomodam como antes. Dói um pouco menos.

    Levanta do sofá vai, aproveita enquanto é jovem. Que ele ainda faz parte da sua rotina mesmo estando longe isso é um fato, mas que ele não está nem um pouco interessado nisso, também é. Acorda, conheça novas pessoas, siga a vida, saia da inércia assim como ele fez e diga sim para a vida pois ela está doida para te presentear com novas experiências.

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    por May Mariano
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  • 12/04/2017

    Estou participando de uma gincana no United Blogs e todas as semanas tem um tema base para ser trabalhado. Este não era o tema do post de hoje, mas achei coerente vim escrever um pouco para vocês. O tema de hoje é amadurecimento e eu poderia abordá-lo de todas as forma, mas resolvi falar de um modo particular.

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    Para isso, vou contar uma história para vocês: quando eu era mais nova, sempre acreditei num grande amor. Eu desenhava ele em meus sonhos até que eu consegui vetorizar ele para a minha vida real.

    Era a definição de perfeição aquele relacionamento: rosas, poemas, chocolates, cavalo branco e vestido de princesa. 

    Como todo o relacionamento, passamos por momentos difíceis, para a cabeça que vivia no conto de fadas, eu diria que quase impossível. A cada briga, o mundo caia em cima de mim, com o peso de uma galáxia inteira. E se todo esse peso não bastasse, tinha cobranças: por que você não sai, por que você é assim, você fala demais, você fala de menos e por aí vai.

    Falar que eu vivia em um relacionamento abusivo, talvez não chegue a tanto. Ou talvez, chegue sim. Depois de “apanhar” das situações, eu comecei a entender que aquilo não era pra mim. Eu não tinha que me senti culpada por querer me dedicar aos estudos. Eu não tinha que me sentir culpada por gostar de ficar em casa. Eu não tinha que me sentir culpada por não ser igual as outras.

    Mas para aquela pessoa, eu era culpada. Tão culpada que fui responsável pelo fim do relacionamento: “eu quero viver e não consigo com você”. Chorei? Sim. Sofri? Muito. Mas tudo tem um limite meu bem. Foi aí que a palavra amadurecimento foi se tornando mais real para mim.

    Por viver em casa, eu tenho hoje uma casa bem cuidada. Por estudar de mais, hoje tenho um Bacharelado e ano que vem uma Graduação Tecnológica. Por falar demais é que me desenvolvi bem com a comunicação. E por não ser igual as outras, é que faço a minha diferenciação. Sou única, assim como cada mulher tem sua particularidade. 

    Amadurecer me mostrou que eu posso ser quem eu quero e que meus relacionamentos precisam se adaptar a isso e não ao contrário. Não preciso mudar para ser a parceira perfeita. Aprendi que não preciso de alguém que me complete, preciso de alguém me transborde ao máximo.

    Estou escrevendo isso não para ferir meus relacionamentos, não para indicar culpados, mas para fazer você pensar mulher. Até onde seu amor aguenta? Até onde seu limite vai? Não se arrisque num amor que não te leva além.

    Cada lado da moeda entrega sua metade, e essa é a receita de um amor verdadeiro.

    Nós precisamos aprender a viver no amor e não na dor. Essa história que quem se machuca aprender, mas não precisa sangrar para conhecer sobre algo. Temos a escolha em nossa mão e podemos agi-lá em qualquer momento. Mas, não importa o quão pesada está sua carga, sempre tem alguém aqui para te ajudar!

    Foi bom desabafar um pouco por aqui, estava com saudades! Não esquece de deixar sua opinião e compartilhe esse texto com alguém que precisa escutar algo bom sobre isso! Amadurecer dá medo, mas é sempre gratificante passar por ele! Beijo ♥

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    por Carolina Rabêlo
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